5 Estratégias Para Não Deixar as Compras Por Impulso Arruinarem seu Orçamento

Lá está você naquele sabadão passeando pelo Shopping quando avista aquele deslumbrante “Nike Air”. O momento é agradável. A promoção idem. O ambiente é aconchegante, até o cheiro da loja é agradável.

Muito obrigado Senhor, volte sempre!”, diz a sorridente vendedora feliz da vida por mais uma comissão naquele dia.

A moral da história é que você entrou no Shopping sem qualquer intenção de comprar um tênis, mas saiu de lá com um Nike, um combo de três meias e um DVD de Velozes & Furiosos.

Aproveitando-se dos aumentos dramáticos na renda pessoal, do estilo de vida e do crédito farto, as compras por impulso tem feito a alegria dos varejistas década após década.

Considerada a ruína dos orçamentos, as compras por impulso, às vezes, são muito difíceis de serem resistidas, mesmo que você esteja levando uma vida frugal.

Pode ser aquele gadget incrivelmente legal que nós temos que comprar ou aquele vestido que vai arrasar naquela festa, ou um simples livro que pode não custar tanto assim.

É como conseguir backlinks de qualidade ou uma sereia que fica sempre à espreita tudo é difícil, pronta a “enfeitiçar” os incautos, que não resistem aos seus encantos, trazendo alterações de humor, satisfação e prazer.

Não podemos ignorar também que comprar por impulso pode indicar uma doença chamada oniomania, uma forma de transtorno do impulso, cuja gravidade é semelhante ao alcoolismo.

Mas você não precisa ter medo! Existem algumas estratégias simples que podem ajudá-lo a resistir às forças da publicidade e do marketing.

De qualquer forma, se as compras por impulso tem feito seu orçamento mensal “sangrar”, confira tudo o que você precisa saber para combater seu impulso:

  • O que é compra por impulso?

  • Já ouviu falar em trade marketing e shopper marketing?

  • Por que fazemos compras por impulso?

  • Quaias as consequências das compras por impulso?

  • Cinco estratégias para vencer as compras por impulso.

Continue lendo o artigo e “consuma” uma informação de qualidade

Qual o significado das compras por impulso?


Descobri que as compras por impulso ocorrem nas seguintes situações:

Quando o consumidor experiência uma súbita, frequentemente poderosa e persistente urgência de comprar algo imediatamente, ainda que não o houvesse planejado anteriormente, e em que não avaliamos temporariamente as consequências de nosso ato de compra (Engel, Blackwell e Miniard, 1995).

Percebeu como é assustadora essa frase: “Urgência de comprar algo imediatamente?”.

De acordo com Rook and Gardner, existem 5 características que definem as compras por impulso:

  • Uma atração irresistível para o produto.

  • Uma intensa necessidade de comprar o produto de uma só vez.

  • Ignorar as consequências negativas que possam surgir a partir da compra.

  • Um sentimento de emoção em comprar o produto.

  • Sentimentos conflitantes de indulgência e auto-controle.

No tópico abaixo, falaremos das técnicas de marketing que buscam “implantar” essa urgência na hora da compra, fazendo-nos agir por impulso.

Já ouviu falar em trade marketing e shopper marketing?


O trade marketing pode ser explicado como “uma função de especialista de suporte de marketing e vendas, responsável pelo desenvolvimento e execução de atividades de ponto de compra”.

Já o shopper marketing – uma evolução do trade marketing – nada mais é do que o marketing para os compradores (Toby Desforges).

Em resumo, esses profissionais têm um único objetivo: influenciar os clientes (nós) “antes” e “durante” da compra, analisando seus hábitos e preferências, para que eles comprem sem parar.

A lógica disso é justificada por estatísticas como estas:

  • 76% das decisões de compra são feitas no próprio ponto de venda (Market Charts).
  • 40% dos consumidores dizem lembrar de itens que precisavam ao vê-los nas prateleiras.

Uma coisa interessante é que as lojas investem muito dinheiro para conhecer de forma profunda o comportamento do consumidor, com a finalidade de gerar essas compras por impulso.

E o professor David Aron, professor de marketing da Universidade Dominicana em River Forest, nos faz uma advertência importante:

É preciso alguma disciplina para evitar as compras por impulso. Lembre-se, só porque ele está lá não significa que você precisa comprá-lo. (Bankrate.com).

Isso nos deveria levar a refletir em quanto nos conhecemos tão pouco (e como jogamos nosso dinheiro pela janela).

Por isso, busque conhecer melhor seus hábitos e costumes de compra!

E da próxima vez que alguém lhe servir um suquinho, fazer uma mega-apresentação do produto ou oferecer outros “mimos” na loja, lembre-se que eles querem “conquistá-lo” ali mesmo, no ponto de venda.

Por que fazemos compras por impulso?


Geralmente, só pensamos nas consequências das compras por impulso quando chegamos em casa ou no dia seguinte, quando bate aquele arrependimento.

Porém, eu quero apresentar quatro razões/motivos que precedem esse momento fatal e nos tornam tão vulneráveis às compras não planejadas.

1. Necessidade de levar vantagens em suas escolhas

É o famoso “iludido sem causa”. Ocorre quando tentamos justificar “racionalmente” algum aspecto das compras por impulso com base em argumentos do tipo: “Estava tão barato que seria um pecado não comprar!”.

Jamais acredite em descontos milagrosos e faça uma pesquisa prévia do preço médio do item que você pretende adquirir (hoje a internet é sua grande aliada, com os buscadores e sites de desconto).

A grande verdade é que, na ânsia de aproveitar uma grande oportunidade, acabamos nos esquecendo de analisar friamente a necessidade de adquirir mais um produto.

A pergunta certa a fazer é se essas compras eram realmente necessárias.

2. Ansiedade para aproveitar tudo

Uma das formas da acalmar nossa mente enquanto aguardamos algum evento em nossa vida (um jantar, uma festa etc) é comprarmos por impulso, criando uma distração temporário para fazer o tempo passar mais depressa.

3. Gratificação emocional

Quando alguém compra impulsivamente, ela está tentando compensar, por exemplo, sua baixa autoestima. A psicóloga Marcionila Rodrigues da Silva Brito explica melhor esse conceito:

As pessoas estão tentando satisfazer vazios que elas têm, principalmente afetivos, porque as relações estão cada vez mais difíceis e complicadas. Em vez de adquirir laços, vínculo, adquirem bens materiais tentando compensar.

Enfim, o vazio emocional ocasiona a compra de bens materiais para compensar a falta de laços e vínculos fortes em nossa vida.

4. Menos dor e mais prazer

Nesse caso, a compra é o resultado de um impulso para evitar a dor ou aumentar o prazer.

Quanto mais fácil for o caminho para fazer isso, mais provável será que o produto tenha muitas vendas.

Segundo os psicólogos, no fundo, todos queremos sentir prazer. É por isso que é tão divertido sair mos às compras e nos apegarmos à imagem mental dos produtos que mais gostamos.

Quem nunca se deparou com uma propaganda como essa: “Compre o produto X e seus problemas acabarão!”.

Quando seu cérebro é bombardeado por uma mensagem como esta, você recebe uma alta dose de estímulo para se livrar daquele problema que tanto o incomoda.

Quais as consequências das compras por impulso?

Descobrimos no último tópico que a compra de impulso está relacionado à ansiedade e à gratificação emocional, o que, em última instância, acarreta infelicidade.

Segundo o site “Psychology Today”, controlar esse impulso poderia ajudar a melhorar o nosso bem-estar psicológico:

O impulso comprador gosta do produto, e experimenta o prazer com a ideia de ser capaz de comprá-lo imediatamente e ir para casa com ele. O impulso comprador não pode resistir à tentação de comprar o produto e faz isso, sem considerar se é muito caro e/ou frívolo. Isso inevitavelmente leva a remorso do comprador e, paradoxalmente, traz infelicidade.

Risco de inadimplência. Quando o seu desequilíbrio financeiro estanca suas reservas financeiras, a situação pode ficar crítica se você não conseguir repor sua reserva de emergência para lidar com imprevistos.

Quando fala em risco de inadimplência, quero dizer que você pode ter se colocado numa posição em que suas dívidas se acumulam a ponto de comprometer seus gastos essenciais, como as contas de luz, água, supermercado, prestação do carro etc.

Desconforto emocional. É o que pode acontecer no pós-compra quando olhamos para aquele produto e pensamos no quanto teremos que “ralar” para pagá-lo.

Não é incomum que, após o pagamento da última parcela, já nem utilizemos mais aquele fabuloso aparelho.

E o que falar da preocupação, no caso de descobrirmos que não temos condições de pagar a fatura do cartão.

Lembre-se que o desejo é instantâneo, mas os efeitos da compra irão acompanhá-lo por um lonnngo tempo.

E até mesmo compras por impulso pagas à vista, podem acarretar falta de dinheiro, caso tenhamos gastado em um dia o que deveríamos ter gasto na semanada toda. Cuidado com os pequenos gastos.

5 Estratégias para vencer as compras por impulso

1. Planeje suas compras

É o mais o mais óbvio dos conselhos, porém, ignorado pela maioria.

Por exemplo, quando temos que comprar um presente de aniversário (ou de Natal) “em cima da hora”, pagamos um alto preço pela nossa desorganização.

Fazer uma lista antes de ir às compras deve ser um hábito a ser incorporado em sua rotina.

Quando você se atém a uma lista, um monte de pequeninas compras por impulso são simplesmente eliminadas.

Assim como uma empresa tem um protocolo para fazer suas compras, crie o seu próprio processo interno de compras:

  • Pensa na possibilidade de esperar mais um pouco e poupar para adquirir itens mais caros (estipule um valor).
  • Faça um mapa de todos seus compromissos financeiros e veja se há folga no orçamento para novas compras.
  • Pesquise outras formas de adquirir o bem (ou obtê-lo gratuitamente) ou de apenas usar o bem para suas necessidades.

2. Deixe o cartão de crédito em casa

A ideia é que você só pegue dinheiro suficiente com você para o que você realmente precisa.

Analise bem em que loja ou situação de compra você está indo antes de chegar lá, para não se colocar em uma posição em que você sabe ser muito provável gastar “feito um louco”.

Numerosos estudos demonstram que quando a pessoa paga em dinheiro, em vez de usar um dinheiro “de plástico”, ela tende a gastar menos.

Você sabia, por exemplo, que pessoas que usam cartões de crédito em restaurantes de fast-food gastam em média 50% mais do que as pessoas que pagam com dinheiro? (bankrate.com).

O segredo é se conhecer e ser honesto consigo mesmo sobre esse ponto e treinar sua mente para que suas compras se tornem mais planejadas e comedidas.

3. Siga a regra do tempo

Alguns chamam de a “regra de uma hora” ou a “regra dos 30 dias”. O espírito da ideia é que quando você ver algo que deseja compra, espere uma certa quantidade de tempo antes de comprá-lo.

Quanto mais tempo você conseguir esperar, melhor. Se ainda assim você sentir fortemente que precisa fazer a compra no final desse período de tempo, considere nos motivos para agir assim.

4. Antes de gastar, sinta o que você sentirá após o efeito da compra

Se você tiver coragem para colocar em ação essa técnica, os resultados podem ser surpreendentes.

É como se você praticasse um déjà vu dos sentimentos que vem depois – sentimentos de pesar que você sentirá mais tarde – antes de sentir o gostinho das cócegas emocionais que os apelos de marketing provocam em você.

O truque psicológico consiste na em você tentar evocar o sentimento (de decepção, raiva e ansiedade) quando você está prestes a comprar algo que você não pode pagar ou que não trará qualquer benefício para sua vida. Experimente!

5. Jamais se esqueça dos seus objetivos

Tenha o hábito de coloca sua mente par sempre pensar em seus objetivos de longo prazo.

Imagine que você está economizando para suas férias ou outro objetivo de longo prazo. Antes de comprar, pergunte-se se aquela aquisição não adiará seus sonhos.

Não se deixe vencer pelas compras por impulso


Como vimos, o primeiro passo para controlar alguma coisa, é entender o processo.

O fato de as compras por impulso ser um comportamento comum hoje em dia não quer dizer que você precisa seguir a multidão.

Pelo contrário, em vez de se curvar à cultura de consumo em massa e cair na tentação de comprar alguma coisa sem pensar nas consequências financeiras, aprenda a ter o controle de seus hábitos.

A propósito, faça um apanhado de tudo o que você já comprou apenas esse ano e descubra se o seu dinheiro foi bem utilizado, seja na compra de roupas ou em eletrônicos.

Visualize tudo o que comprou e responda se você tinha um bom plano para cada item antes da compra, se aquele bem de consumo melhorou ou piorou a sua vida.

Grande parte do atual descontrole no orçamento mensal das famílias pode ser creditado ao desperdício de dinheiro em bens supérfluos.

Mas o pior de tudo mesmo é você se dar conta de que muitas coisas boas deixarão de ser usufruídas por causa de compras não planejadas.

Nunca perca de vista os seus sonhos, os quais só poderão ser realizados se você conseguir construir um sólido edifício financeiro, que começa pelo controle de si mesmo, pela quitação das dívidas, pela poupança sistemática e investimentos inteligentes.

É para isso que serve o “planejamento financeiro“.

O bom de ter um orçamento mais folgado, será ter mais liberdade para, se quiser, comprar uma “besteirinha” de vez em quando, desde que seja de forma consciente e não impulsiva!

Para encerrar, reflita nas seguintes palavras:

Ao colocar o produto de volta na prateleira e recusando-se a comprá-lo, você está fazendo algo para ajudar a si mesmo. Você está rejeitando a idéia de que através da compra deste produto você será mais feliz, mais respeitado, ou mais completo.

Ao fazer isso, você não só vai ficar com mais de seu dinheiro, mas você vai se tornar um consumidor mais inteligente e, possivelmente, uma pessoa mais feliz (Psychology Today).

Gostou dessas dicas sobre como vencer o hábito das compras por impulso?