Passando o tempo em cada mês com surpresas

Eu ainda não acredito que estamos em Agosto (e tem calendário pra vocês baixarem!). Vocês acreditam? Agosto é o mês que mais representa, pra mim, que o ano está caminhando para o seu fim -e outro vai começar, não sou fatalista assim ahaha-, afinal, sete meses inteirinhos já foram.
É nesse mês que eu costumo olhar pra todo o ano que passou até agora e vejo o que está acontecendo. O que podia estar melhor, o que está bom, o que está maravilhoso. E pra ser inteiramente sincera, eu não estou super-mega-ultra feliz com meu ano. O que é bizarro, porque muitas coisas legais aconteceram comigo esse ano, mas o nível de exigência que eu tenho comigo mesma é meio chato (até demais).

Passando o tempo em cada mês com surpresas

Mas eu não sei o que acontece comigo, às vezes, que eu tenho a vontade, tenho o plano, mas algo me trava. Já falamos sobre isso aqui. Que eu vejo tudinho se realizando do outro lado da ponte, mas não consigo chegar lá. Já pensei até que pode ser algo espiritual me bloqueando, será? Chega a ser sufocante. E frustrante. E eu não sei o que fazer. Aquela frase que eu disse nesse vídeo aqui fica martelando na minha cabeça: feito é melhor que perfeito. Mas por que raios eu mesma não consigo seguir meu próprio conselho?
Outro dia estava lendo um negócio e terminava com uma frase motivacional meio puxão de orelha que era assim: “Algumas pessoas sonham com o sucesso, enquanto você acorda e vai trabalhar duro”.

A parte bizarra é que eu não fico simplesmente de pernas pro ar, esperando as coisas acontecerem. Antes fosse, porque ao menos eu estaria descansada e minha pele estaria mais brilhante, mas não.
Outro dia uma leitora muito querida deixou um comentário aqui que cortou meu coração. Eu sei que ela acompanha o blog, que ela gosta do conteúdo, e de jeito nenhum achei que ela estava sendo mau educada ou “hater”. Mas ela estava triste porque eu não tinha conseguido postar todos os dias em Julho, e escreveu que eu “empurrava com a barriga” e “não estava afim”.

E é aí que eu tenho que discordar. Primeiro de tudo, eu me proponho desafios, mesmo os difíceis. São desafios, são coisas que vão ser fora do meu cotidiano, da minha zona de conforto, simplesmente porque se eu fizesse tudo do mesmo jeito sempre, eu não mudaria e nada seria diferente, certo? Mas nem sempre a gente consegue fazer aquilo que se propõe, por N motivos diferentes. Mas nem por isso eu vou deixar de me propor coisas que possam ser difíceis. Pode não sair do jeito que eu quero sempre, mas pode ser uma experiência diferente, posso aprender algo, posso começar a fazer de outro jeito.

Agora vem a parte chata, que eu odeio fazer -e o vídeo dessa semana fala justamente disso, mas eu senti que precisava escrever, porque escrever “é a minha parada”  e é a minha terapia haha. Na real é quase que um exorcismo das coisas ruins. Eu não sei e odeio dar desculpa. Já levei muito xingo na vida, alguns sem motivo nenhum, ou no lugar de outras pessoas, e eu não consigo falar: não, pera, não é bem assim. É todo um bloqueio e geralmente eu levo o xingo, abaixo a cabeça e sigo em frente (isso principalmente em trabalho, na vida pessoal eu sou um pouco mais respondona, rs). E quando eu li esse comentário eu senti a mesma coisa, de abaixar a cabeça e ficar quieta, mesmo que ela não tenha razão totalmente.

Mas como diz minha mãe, “devagar com o andor”. Eu falhei com os posts todo dia em Julho e peço desculpas sinceras. Como escrevi ali, foi um desafio que me propus e esse mês não consegui cumprir.

Mas ler que eu empurro com a barriga dói, e dói muito. A última coisa que eu faço com o blog é empurrar com a barriga, porque isso aqui me faz bem. Eu amo esse espaço, amo escrever, amo estar aqui. Mas simplesmente têm dias que eu não consigo. Por motivos palpáveis (trabalhar o dia todo + evento de trabalho à noite/passar mal o dia inteiro e só querer chegar e dormir/etc) ou motivos não palpáveis, que estão na minha cabeça. Vocês veem tanto a Stephanie fofinha, feliz, otimista e raio de sol que talvez não seja tão fácil imaginar que eu tenho momentos de tristeza e melancolia, e principalmente letargia, com uma frequência maior do que eu gostaria.

Quando eu era jovem, rs, e estava na escola, minha mãe nunca me cobrou notas altas. Ela nunca foi também o tipo que falasse “não fez mais do que a obrigação”. Ela só me dizia uma coisa: “Você fez o seu melhor? Se você deu o melhor de si, pra mim é o suficiente”.  Acreditem quando eu digo que dei o meu melhor aqui, e se não foi tão legal, tem alguma coisa acontecendo. Que eu posso nem saber o que é. Que eu posso estar buscando. Que eu posso estar quietinha pensando.

Vocês conhecem o blog. Ele é a minha casa, na qual eu recebo vocês. E às vezes a minha casa está tão bagunçada, no caso, a minha cabecinha, que eu prefiro não receber ninguém, até colocar em ordem. E poder dar meu melhor pros meus convidados.

Quando vocês me veem felizes no vídeo, no snapchat, no instagram, vocês estão vendo, literalmente, segundos ou minutos do meu dia. E no momento, essa garotinha aqui está lutando com algumas coisas internas. Estou descobrindo como lidar comigo mesma. E como ser mais todas essas coisas aqui e menos outras. E eu preciso descobrir o que é que me segura. E me libertar disso. De vez.